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Dantas pagou R$ 8,8 milhões a advogado que não trabalhou para ele

por Paulo Henrique Amorim

Dr Macabu: Dantas não é Dantas e Bermudes não é Bermudes

Aparentemente, uma publicação do Sistema Dantas de Comunicação – clique aqui para conhecer os membros ilustres dessa galeria de publicações “jornalísticas” informou que o Juiz Macabu do Superior Tribunal de Justiça não aceitou a denuncia de suspeição que o deputado federal Protógenes Queiroz levantou contra ele, Juiz Macabu.

Clique aqui para ler “Protógenes que evitar um escândalo que vai macular o Judiciário: o Juiz Macabu enterra a Satiagraha. Ele e só ele !”.

Como sabe o amigo navegante, Daniel Dantas entrou com 483 liminares no Superior Tribunal de Justiça para matar a Satiagraha.

Clique aqui para ler “Como Dantas pretende acabar com a Satiagraha”.

O principal foco da suspeição do Juiz Macabu é que ele tem um filho, Macabu Filho, que trabalha no escritório do advogado de Dantas.

É o mesmo advogado que advoga para Gilmar Dantas (*) e emprega a mulher de Gilmar Dantas (*).

Gente finíssima.

Diz o amigo navegante que essa publicação dantesca entrevista Sergio Bermudes, o advogado em pauta.

E Bermudes tem a audácia de dizer que não é advogado de Dantas.

Este ansioso blogueiro recorreu ao escritório de Sergio Bermudes – era o correspondente no Rio do advogado em São Paulo – para uma questão de testamento.

O escritório de Bermudes recusou-se a defender este ansioso blogueiro porque alegou suspeição: advogava para o passador de bola apanhado no ato de passar bola.

O amigo navegante lembra que “tem uma foto que aparece ele o Dantas sorridentes entrando na PF do Rio de Janeiro em uma das primeiras vezes que o Dantas foi depor sobre a fraude do Opportunity Fund. Foi depor para o delegado da PF Deuler Rocha, que ousou investigar Dantas e o Marcelo Lunus Itagiba, então chefe da PF no Rio, mandou Deuler para a Ilha do Diabo.”

“E o Bermudes não era advogado do Dantas? Foi à PF, porque prefere ir à Praça Mauá em vez de ir à praia ?”, no Rio ?

“O interessante”, lembra o amigo navegante, “é que a foto do Bermudes com o Dantas sumiu do GOOGLE, como um monte de outras coisas somem enigmaticamente do Google”.

Alô, alô, Google, que sistema de segurança é esse que some com notícias e fotos referentes ao “banqueiro condenado”, segundo Protógenes Queiroz ?

Portanto, segundo essa publicação comercial, Dantas não é Dantas, Bermudes não é Bermudes, o filho de Macabu trabalha no escritório de Bermudes mas Bermudes não conhece ele.

Só tem um problema.

Quando Dantas foi chutado para fora da Brasil Telecom, a Brasil Telecom fez um levantamento dos gastos de Dantas com advogados, quando estava no comando da Brasil Telecom, por decisão expressa do Fernando Henrique Cardoso.

Esse relatório foi publicado pela respeitada publicação Teletime e este ansioso blog reproduziu.

Temos aí um problema interessante, Dr Macabu.

Se Bermudes não trabalhou para Dantas, como é que Dantas pagou R$ 8,8 milhões ao Bermudes ?

Esquisito, não, Dr Macabu ?

O senhor tem certeza de que quer meter a mão nessa Cumbica ?

O CNJ sabe disso ?

O Ministério Público Federal sabe disso ?

A Corregedoria da Câmara sabe disso ?

O Deputado Protogenes notificou os três.

Veja lá o que disse, na época este Conversa Afiada:

BrT apura contratos de R$ 52 milhões com advogados em favor de Dantas

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Entre as várias reclamações que a Brasil Telecom faz à CVM em função dos abusos de gestão do Opportunity quando estava no comando da companhia está o uso da empresa para pagar advogados em causas que interessavam, segundo diz a própria BrT em suas representações, aos interesses diretos do Opportunity. Um dos interesses diretos do Opportunity cujos advogados foram pagos pela Brasil Telecom é o Caso Kroll.

Como se recorda, a empresa de espionagem, contratada pela BrT, atuou no levantamento de informações que atendiam aos interesses do grupo de Daniel Dantas. Foi pega pela Polícia Federal e contra ela foi aberto inquérito que indiciou Daniel Dantas, Carla Cico entre outros. A BrT, então, pagou R$ 20,151 milhões a diversos advogados, segundo a representação encaminhada à CVM, na defesa de interesses do Opportunity no caso.

TELETIME News teve acesso aos documentos que embasam a representação e a relação de escritórios contratados pela Brasil Telecom para defender Carla Cico e o próprio Daniel Dantas (que não tinha nenhum vínculo formal com a BrT). Os advogados e os montantes referentes aos contratos (não necessariamente são os valores pagos) são os seguintes:

*José Luis Oliveira Lima Advogados teve contrato de R$ 1,05 milhão celebrado com a BrT, e chegou a negociar especificamente a defesa dos interesses de Daniel Dantas. Procurado no dia 27 por este noticiário, informou que em face do sigilo profissional prefere não responder as perguntas feitas.

*Antônio Carlos de Almeida Castro Advogados – levou contrato de R$ 6,2 milhões para defender Carla Cico no Caso Kroll. Por email, o advogado confirmou ter assinado dois contratos de prestação de serviços para BrT, um anterior ao Caso Kroll e outro relativo ao Caso Kroll. Mas se reservou ao direito de não comentá-los. Confirmou também ter defendido Daniel Dantas e Carla Cicco no Caso Kroll em um contrato separado, ao qual renunciou em 10 de agosto de 2005.

*Nélio Machado – é o advogado de Daniel Dantas no Caso Kroll e teve também celebrado um contrato de R$ 6 milhões com a BrT, segundo a empresa. Procurado desde o dia 27, o escritório de Nélio Machado não se manifestou, apesar de ter confirmado o recebimento das perguntas.

*Wilson Mirza (**) celebrou, segundo a Brasil Telecom, contrato de R$ 1,6 milhão referente ao Caso Kroll. Por telefone, disse que prefere não se pronunciar, em respeito ao sigilo profissional.

*Tojal, Teixeira, Ferreira Serrano & Renault Advogados teve contrato celebrado de R$ 8,05 milhões referente ao Caso Kroll. Por telefone, explicou que desde 1999 o escritório prestou e ainda presta diversos serviços para a Brasil Telecom. Diversos deles dizem respeito a questões de interesse estritamente da operadora, como compartilhamento de bens, licitações, tarifas etc. Afirma nunca ter sido contratado diretamente pelo Opportunity. Seu cliente sempre foi a Brasil Telecom. Confirmou ter sido contratado pela BrT para defender sua presidente, Carla Cicco, no Caso Kroll, mas afirma não ter recebido os R$ 8,05 milhões citados na representação da CVM. Acredita que no máximo o escritório recebeu R$ 1 milhão nessa causa.

Conflitos entre sócios

Além dos escritórios que foram contratados para defender Carla Cico, o Opportunity e Daniel Dantas no Caso Kroll, há ainda uma relação de contratos de advogados que foram acionados para, em nome da Brasil Telecom, interferir na substituição do Opportunity como gestor da companhia. A nova gestão da Brasil Telecom, na representação enviada à CVM, alega que esses contratos significaram o uso da companhia para interferir em uma disputa entre os acionistas da empresa. Foram movimentos feitos junto à Anatel, Tribunal de Contas da União, CVM e Secretaria de Previdência Complementar para impedir desde a troca de gestores até contratos entre os fundos de pensão e o Citibank, contratos esses que não envolvem a Brasil Telecom. Os advogados listados pela Brasil Telecom são:

*Tojal, Teixeira, Ferreira Serrano & Renault Advogados celebrou com a BrT contrato de R$ 5 milhões para “suspender acordo entre Citi e fundos (put)”. Por telefone, explicou que desde 1999 o escritório prestou e ainda presta diversos serviços para a Brasil Telecom. Diversos deles dizem respeito a questões de interesse estritamente da operadora, como compartilhamento de bens, licitações, tarifas etc. Afirma nunca ter sido contratado diretamente pelo Opportunity. Seu cliente sempre foi a Brasil Telecom.

*Irineu de Oliveira Advogados – celebrou contrato de R$ 1,12 milhão para defender interesses da Brasil Telecom junto à Anatel no sentido de manter o controlador liminarmente. Contatado pelo email fornecido pela OAB no dia 27 de abril, não respondeu à reportagem.

*Luís Roberto Barroso – tem contrato de R$ 1,73 milhão para entrar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com ação contra a AGE da Brasil Telecom Participações que destituiria o grupo de Daniel Dantas. Informou por escrito que o escritório de Advocacia Luís Roberto Barroso & Associados foi contratado pela Brasil Telecom para prestação de serviços jurídicos consistentes no ajuizamento de medida judicial (Suspensão de Segurança) perante o Supremo Tribunal Federal. Discutiam-se, naquela medida, questões de interesse inequívoco da Brasil Telecom envolvendo a interpretação e aplicação da Lei Geral de Telecomunicações, a necessidade de prévia manifestação da Anatel sobre a alteração de controle em empresa de telefonia, os riscos de danos aos usuários e à concorrência em razão de participações cruzadas em mais de uma empresa de telefonia e o risco de sanções decorrentes da inobservância de regras e procedimentos legais e administrativos. Este foi o único contrato celebrado por nosso escritório com a Brasil Telecom.

*Menezes e Vieira – aparece em contrato de R$ 1,75 milhão para atuar junto ao TCU na ação criada por reclamação do Deputado Alberto Fraga (PFL/DF) contra o acordo de “put”. Por questão de sigilo profissional, o escritório preferiu não responder as perguntas. Mas afirmou não prestar nem nunca ter prestado serviços para o Opportunity ou para Daniel Dantas. Todavia, acrescentou ao fim do email: Esclarecemos a V. Sª., não obstante, que como nosso escritório tem destacada e reconhecida atuação perante o Tribunal de Contas da União, nos consideramos altamente credenciados para sermos procurados e contratados por quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, de qualquer porte.

*Sérgio Bermudes – diversos contratos de 2001 a setembro de 2005, no total de R$ 8,8 milhões, para várias ações, inclusive possível ação em Milão contra Telecom Italia. Por telefone disse que não responderia as perguntas em respeito ao sigilo profissional e preferiu não enviar sua resposta por escrito.

*Wald Advogados – os contratos vão de março de 2004 a junho de 2005, no total de R$ 18,8 milhões, e estão arrolados entre as evidências enviadas à CVM na representação feita pela Brasil Telecom. Os contratos são genéricos, sem especificar os serviços prestados. Mas a representação em si não cita estes contratos. Segundo o advogado Arnold Wald, houve uma retificação na representação entregue à CVM e seu nome foi retirado.

(*) A propósito, o advogado Sergio Bermudes também defende Luis Cantidiano numa ação que move contra o jornalista Ruberns Glasberg, dessa mesma Teletime. Cantidiano, como se sabe, foi advogado e sócio de Dantas e por Dantas nomeado – no Governo FHC, clique aqui para ler “FHC chama Dantas de “brilhante” – presidente da CVM, ou seja, da instituição que “vigiaria” Dantas. (E jamais vigiou …)

Clique aqui para ler como o Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*), segundo Noblat, ameaçou um jornalista do Acre. Repare na expressão do rosto dele, ao ameaçar o jornalista.

(**) Wilson Mirza, segundo o relatório da Operação Satiagraha, teve uma edificante participação no episódio que culminou na condenação de Dantas: a tentativa de subornar um agente da Polícia Federal.

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

Fonte: Conversa Afiada

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