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O GLOBO: OS POBRES PODEM ESPERAR

“…a presidente Dilma Rousseff fixou como meta prioritária do governo acabar com a miséria, estimada em 5% da população. Estudo do Ministério do Desenvolvimento Social calcula em R$6 bilhões por ano os recursos adicionais destinados ao Bolsa Família a fim de cortar este índice para 2%. Se a injeção de dinheiro novo chegar a R$10 bilhões, a faixa de pobreza absoluta minguará para 1%; e a miséria será, enfim, eliminada caso o orçamento anual do Bolsa Família dobre para R$28 bilhões. O ponto-chave a debater é a oportunidade da aceleração dos gastos com o Bolsa Família, por mais justificável que seja a extirpação da miséria. Se de um lado há sólidos argumentos nos planos ético, social e político a favor deste ataque final à pobreza extrema, de outro existem não menos concretos constrangimentos macroeconômicos, de origem fiscal. Imaginar que, nesta conjuntura, se pode ampliar o Bolsa Família, até mesmo duplicá-lo, é ir na contramão da realidade” ( editorial Globo, trechos; 16/02)

EM TEMPO: escapou ao editorialista dos Marinhos examinar outros valores robustos que pressionam o gasto público , competindo diretamente com a meta da Presidenta Dilma Rousseff de erradicar a miséria até o final de seu mandato. Recuerdos: a) a dívida pública brasileira é da ordem de R$ 1,5 trilhão; b) o pagamento de juros sobre esse montante custa cerca de R$ 190 bilhões ao ano aos cofres púbicos -leia-se, de cerca de R$ 800 bi em arrecadação fiscal líquida, o Estado transfere quase ¼ aos rentistas, um custo que o Globo omite em suas reflexões prudenciais. Cada ponto percentual de elevação da taxa de juros representa um gasto adicional de R$ 15 bilhões ao ano. Portanto, mais que o total dispendido com os pobres do Bolsa Família. Os dois pontos de alta da Selic previstos para este ano –requeridos, seria uma expressão mais apropriada para externar a sofreguidão dos ‘mercados’ e da mídia– somam gastos suficientes para erradicar a miséria prometida pelo novo governo. (Carta Maior, 4º feira, 16/02/2011)

Fonte: Carta Maior

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Uma resposta para

  1. Remindo disse:

    >Isto não editorial, é confissão de culpa.

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