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Onda de protestos chega ao Irã

da redação de Carta Capital

Manifestantes no Irã

Os exemplos de Tunísia e Egito inspiram mais manifestações em diversos países do Oriente Médio e do Norte da África. Nesta segunda-feira 14, a oposição do Irã ignorou as ameaças do governo e levou milhares às ruas em um ato de apoio aos protestos nos países vizinhos. A internet no país foi derrubada e os relatos mais confiáveis são das agências de notícias e da rede britânica BBC, que tem um correspondente na capital do país, Teerã.

Segundo o repórter britânico, a situação é de “caos” nas ruas e centenas de manifestantes já foram presos pelas forças de segurança. A agência Associated Press foi a única a conseguir, até o momento, uma imagem dos protestos. A foto mostra um veículo incendiado e diversos manifestantes marchando por uma rua da capital iraniana.

No Egito, após a queda do ditador Hosni Mubarak, a polícia finalmente conseguiu esvaziar a praça Tahrir, maior ponto de concentração dos manifestantes que permaneceram por mais de 20 dias nas ruas exigindo a queda do regime. Mubarak e seu vice, Omar Suleiman, renunciaram ao poder na sexta-feira. O ditador ocupava o cargo havia 30 anos. Ele se refugiou na cidade costeira de Sharm El Sheikh e, desde então, uma junta militar governa os egípcios.

Outros protestos
O povo foi às ruas também no Iêmen e na Argélia. Os iemenitas querem o fim do regime de Ali Abdullah Saleh, que comenda o país há mais de três décadas. Ele assumiu depois de um golpe militar. O mandato presidencial é de sete anos, mas a cada votação, Saleh tem sido reeleito. Nos últimos dias, houve uma série de protestos contra o governo.

Na Argélia, o povo protesta pela queda do presidente Abdelaziz Bouteflika, no poder há mais de uma década e acusado de comandar o país de forma autoritária e não democrática. Cultos religiosos não islâmicos são limitados, assim como a ação da imprensa é alvo de proibições. Como no Egito, o governo decretou lei de emergência obtendo amplos poderes, mas promete revogar.

No Barein, milhares de manifestantes também exigiam a queda do regime do rei Hamad bin Isa Al Khalifa. Desde ontem, a polícia tenta conter os protestos. As informações recebidas até o momento dão conta de pelo menos 20 feridos.

(Com informações de Renata Giraldi, da Agência Brasil)

Fonte: Agência Brasil / Carta Capital


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Polícia prende dezenas em protestos no Irã

Governo proibiu evento alegando que ele tinha motivação política

Dezenas de manifestantes foram presos nesta segunda-feira na capital do Irã, Teerã, durante violentos confrontos com policiais em um protesto que havia sido proibido pelas autoridades do país.

Milhares participaram da manifestação, convocada originalmente por líderes oposicionistas para mostrar apoio às ocorridas na Tunísia e no Egito e que se transformou numa demonstração de descontentamento contra o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Os policiais usaram golpes de cassetete e bombas de gás lacrimogêneo para conter a multidão, que se reuniu em vários pontos da capital iraniana.

As autoridades cortaram a eletricidade e bloquearam o funcionamento de telefones celulares no centro de Teerã.

A BBC recebeu relatos de protestos similares em outras importantes cidades iranianas, como Isfahan, Mashhad e Shiraz.

Egito

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou solidariedade com os manifestantes iranianos, afirmando que “eles merecem ter os mesmos direitos que viram ser exercidos no Egito”.

“Acreditamos que deve existir um compromisso para a abertura do sistema político do Irã, para que sejam ouvidas as vozes da oposição e da sociedade civil”, disse.

Mohsen Asgari, um funcionário da BBC em Teerã que foi afetado pelo gás, descreveu o centro da capital iraniana como um “caos total”, com “confrontos graves” entre a polícia e os manifestantes, além de muitas prisões.

Apesar de o governo iraniano oficialmente apoiar os protestos no Egito, eles sustentam que as manifestações de Teerã são “ações políticas” dos líderes de oposição, justificando a proibição da realização do evento.

De acordo com o site oficial do líder de oposição Hossein Mousavi, a polícia o colocou em prisão domiciliar nesta segunda-feira. A página na internet afirma que esta medida visa impedir que Mousavi participe do protesto.

Clique Leia mais na BBC Brasil: Líder oposicionista iraniano alega estar em prisão domiciliar

Mehdi Karroubi, outro líder oposicionista, também está sem poder sair de casa.

Guindaste

Analistas afirmam que o governo do Irã está tentando evitar que os grupos oposicionistas do país usem as manifestações do Egito como desculpa de retomar os protestos contra o governo, que ocorreram em peso em 2009 contra a então reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Manifestante em guindaste

Homem subiu em guindaste para protestar, mas foi preso


O jornalista da BBC conta que, em um gesto surpreendente, um homem escalou um guindaste no centro de Teerã e começou a chamar as pessoas para a manifestação desta segunda-feira.

O homem ameaçou se matar se as autoridades tentassem se aproximar, mas depois foi preso pela polícia, segundo Mohsen Asgari.

Ainda na manhã desta segunda-feira, furgões da polícia iraniana bloquearam o caminho que leva à casa de Hossein Mousavi e desconectou o telefone celular e o fixo do líder oposicionista, segundo seu site Kaleme.com.

Na semana passada, quase uma dezena de pessoas próximas a Mousavi foram detidas.

Fonte: BBC Brasil

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