>Todos somos Milk!

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Todos somos Milk!

por Raquel Melo

Na noite desta quinta-feira, dia 18 de novembro, a TV Cultura exibiu o documentário “The Time of Harvey Milk”.

Os diretores Rob Epstein e Richard Schmiechen tentam expor em cerca de 80 minutos a incrível história do primeiro político americano a ser eleito após tornar pública sua sexualidade na década de 70.

O documentário traz registros fotográficos e de vídeos, além de entrevistas com ativistas envolvidos com as campanhas promovidas por Milk na cidade de São Francisco.

As imagens emocionam, pois permitem ter a noção da importância da atuação deste homem, do poder de mobilização dos e das homossexuais, da sensibilização do restante da população que não é homossexual, e da capacidade que o ser humano tem fazer o bem, garantindo os direitos humanos de todos sem exceção.

O documentário também provoca tristeza, raiva e indignação porque expõe a forma covarde como Milk e o prefeito de São Francisco, George Moscone, foram assassinados pelo o ex-colega de gabinete Dan White.

Dan White, cujo sobrenome curiosamente significa branco em português, era um conservador frustrado com sua carreira política e que invejava os feitos e conquistas de Milk e o apoio Moscone às políticas favoráveis aos homossexuais da cidade e em todo os EUA.

Os ataques recentes aos homossexuais no Brasil não são mera coincidência. O travesti estrangulado no Paraná, no dia 9 de novembro, os dois jovens agredidos em São Paulo no dia 14 de novembro, o jovem baleado por um militar na noite do mesmo domingo no Rio de Janeiro. Em todos os casos a motivação do crime é a homofobia.

O mais recente relatório sobre a violência contra homossexuais produzido pelo Grupo Gay da Bahia aponta que a cada dois dias um homossexual é morto no país.

Assim como Milk incomodou os fascistas conservadores norte-americanos, nós também estamos começando incomodar.

Os fascistas brasileiros estão começando a pôr suas mangas de fora porque têm medo de que negros, nordestinos, mulheres e gays revertam o curso das águas por aqui.

Não foi à toa que aquela garota racista mobilizou tantos outros racistas na internet depois da eleição da Dilma. Eles estão apavorados.

E é justamente neste momento que esses grupos, que não são mais minorias, diga-se de passagem, devem se unir! Para mostrar àqueles que têm o mínimo de dignidade, discernimento e respeito ao próximo, que nós somos gente também fora de quatro paredes e da Parada Gay! Que se temos obrigações como cidadãs, cidadãos, também temos direitos que devem ser garantidos.

Precisamos convencer autoridades e a sociedade brasileira de que somos gente e reveter essa realidade!

Porque todos somos Milk em busca de algo melhor, em busca da felicidade.

Fonte: Blog da Raquel Melo

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