>::

Lula reconhece – afinal – que a imprensa se comporta como partido político

por Cristóvão Feil



Tomara que não seja tarde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem (18) a imprensa brasileira. Ao discursar em Campinas, durante comício da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, Lula disse que algumas reportagens publicadas por jornais e revistas do país são uma “vergonha”. De acordo com ele, alguns veículos de imprensa se comportam, neste momento de campanha eleitoral, como partidos políticos. A informação é da Agência Brasil.

“Tem dia que determinados setores da imprensa brasileira chegam a ser uma vergonha”, disse o presidente. “Se o dono do jornal lesse o seu jornal ou o dono da revista lesse a sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente neste momento.”

Segundo o presidente, algumas publicações “destilam ódio e mentiras” sobre o governo porque não se conformam com as realizações de seu mandato. Lula disse também que alguns jornais e revistas do país se comportam como partidos políticos, mas não assumem que têm posição [político-partidária].

Apesar disso, Lula reafirmou ser contra censurar a imprensa. De acordo com o presidente, os cidadãos é que devem escolher as suas fontes de informação. “Não sou eu quem vou censurá-la [a imprensa]. É o telespectador, o ouvinte e o leitor que vão escolher aquilo que presta e aquilo que não presta.”

…………………….

Cada vez mais se faz necessário no Brasil uma Lei de Meios, como ora está sendo discutido e votado na Argentina, por iniciativa do governo Cristina Kirchner. Não se trata de diminuir nenhum milímetro a propalada liberdade de informação, nem a liberdade de imprensa. Mas, sim, disciplinar e regular a liberdade de empresa. Das empresas de comunicação, hoje aglomeradas e controladas pelas mãos de poucas famílias ricas e decadentes. São empresas de comunicação que, inclusive, estão fora da lei, porque detém o controle desmesurado (e ilegal) de emissoras de rádio e televisão, muito acima da cota legal permitida pelas normas de concessões públicas.

O governo Lula nunca quis discutir esse tema, foi leniente e não entendeu o caráter antidemocrático dos grandes monopólios de comunicação, todos eles com a marca indelével do golpe de 1964 nas suas militâncias políticas. Agora, está sendo vítima precisamente da excessiva liberdade (ou libertinagem) de que dispõem as empresas que exploram o business das mídias no Brasil.

Leia também o post Somos, sim, e daí? – confessa uma executiva da Folha, publicado aqui neste blog em 31 de março último.

Fonte: Diário Gauche

::

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s