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A QUEDA DE ERENICE GUERRA E “O CONSULTOR” DE HONESTIDADE DA FOLHA

Ladrão de carga e passador de dinheiro falso que cumpriu pena de 10 meses de prisão ‘sustenta’ manchete garrafal contra o governo

Depois de estampar manchete de seis colunas na primeira página e gastar cinco ou seis páginas para recriar um clima de ‘mar de lama’ lacerdista contra o governo Lula, o jornal Folha de SP usou exatamente 170 palavras, uma parcimoniosa coluna de canto, para informar aos leitores o perfil de sua referência de honestidade e indignação: o consultor Rubnei Quícoli, cujo prontuário, generoso, inclui ‘negócios’ no ramo de roubo de carga, falsificação de dinheiro e coação, interrompidos, momentaneamente, por 10 meses de prisão.

A INSUSPEITA FONTE DE UM INSUSPEITO JORNALISMO

O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação….Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar “em proveito próprio e alheio” uma carga de 10 toneladas de condimentos, que “sabia ser produto de crime de roubo”. Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas. A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência… Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão…

INFORMAÇÃO, MANIPULAÇÃO E INTERESSE PÚBLICO

Carta Maior defende a investigação transparente, rigorosa e corajosa de qualquer denúncia que envolva o interesse público. A tônica do denuncismo udenista perde legitimidade quando se revala um mero dispositivo eleitoral da coalizão demotucana. Aspas para a coluna de Inês Nassif, no Valor desta 5º feira:

(…) O PSDB, que catalisou a oposição a Lula, e o DEM, com o qual é mais identificado, terceirizaram a ação partidária para uma mídia excessivamente simpática a um projeto que, mais do que de classes, é antipetista. Todo trabalho de organização partidária, de formulação ideológica e de articulação orgânica foi substituído por uma única estratégia de cooptação, a propaganda política assumida pelos meios de comunicação tradicionais. A vanguarda oposicionista tem sido a mídia. […]Os partidos de oposição e a mídia falam um para o outro. Pouco têm agregado em apoio popular, que significaria voto na urna e, portanto, vitória eleitoral. A ideia de propaganda política via mídia […] tornou-se a única ação efetiva da oposição brasileira, exercida, porém, de fora dos partidos. Teoricamente, a mídia tradicional brasileira não é partidária. Na prática, exerce essa função no hiato deixado pela deficiente organização dos partidos que hoje estão na oposição ao presidente Lula…”

(Carta Maior lembra: 3º feira, no Rio, Monica Serra fazia campanha contra Dilma dizendo,aspas: Ela é a favor de matar as criancinhas…)

Fonte: Carta Maior

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Uma resposta para

  1. >Fritando EreniceO sacrifício de Erenice Guerra seguiu o roteiro conhecidíssimo das campanhas de destruição de reputações operadas pela mídia oposicionista.Um. A escolha da vítima, a protagonista do escândalo, é feita criteriosamente. Quem vive nos bastidores do poder sabe onde procurar.Dois. A fonte principal das acusações é personagem suspeito, quiçá mesmo criminoso, que recebe um estranho voto de confiança das redações. Em algum lugar do enredo há coadjuvantes ligados a políticos ou àquela facção serrista da Polícia Federal, mas esses detalhes passam “despercebidos”.Três. As acusações são tecnicamente mirabolantes e inverossímeis. Qualquer tribunal as derrubaria, mas em certas ocasiões os comentaristas adoram parecer idiotas.Quatro. As matérias repercutem essas falácias diariamente, repetindo simplificações grosseiras, boatos e especulações, até que a obviedade mais rasteira ganhe uma aura pecaminosa.Cinco. Os personagens caricatos do entorno viram bodes expiatórios. Ganham apelidos. São fotografados em poses repugnantes, têm suas biografias devassadas. Caem no escárnio público e o episódio entra para o anedotário político da nação.Fim. Pressionada por todos os lados, desmoralizada e exausta, a vítima principal do conluio não vê outra saída senão pedir demissão. É a glória do jornalismo corporativo.Esse esquema serve para qualquer escândalo do governo Lula. Basta inserir os nomes nos espaços vagos. Trata-se de estratagema irresistível, porque utiliza o imediatismo da imprensa diária e os imensos recursos das grandes corporações para um ataque fulminante, que não permite respostas.Qualquer medida judicial contra esse abuso recebe imediatamente a pecha de censura. Quando ficar evidente que tudo não passou de um ardil malvado, será tarde para a devida reparação. E o assunto terá caído na irrelevância.A isso os editoriais chamam "liberdade de imprensa".http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/

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