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Folha de S. Paulo foi sórdida com a candidata Dilma Rousseff

por Cristóvão Feil


Ratazana dá o perfil de Dilma

Como dizem os data venia, não quero deixar transitar em julgado a sordidez cometida pelo jornal Folha de S. Paulo contra a candidata Dilma Rousseff. A referida matéria foi publicada na edição de domingo passado, 12 de setembro, sob o ambíguo título “Espião de Dilma”. Eu afirmo que é um título ambíguo, porque ele é portador de duplo sentido. O espião pode ter vigiado Dilma. O espião pode estar a soldo de Dilma para bisbilhotar a vida de outrem. Portanto, a má intenção do redator já fica garantida desde o título. Daí em frente, tudo é consequencia desta opção do jornal por lambuzar a honra da pessoa objeto da reportagem e da ira de classe do diário da família Frias.

A coisa, entretanto, saiu um tanto quanto atabalhoada, mesmo contando com a participação de dois jornalistas, Plinio Fraga e Fernando Rodrigues. Exemplo: o jornal sugere que um senhor idoso e reservista, Sílvio Carriço Ribeiro, de 69 anos de idade, tenha sido perseguido e punido pelo petista Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul. O texto afirma: “Em 1998, no final do governo de Olívio Dutra (PT), Ribeiro enfrentou um Inquérito Policial Militar que o exonerou da Brigada Militar, já quando era reservista”.

Ora, o governador Olívio Dutra assumiu o cargo em 1º de janeiro de 1999. Em 1998, o governador se chamava Antonio Britto Filho (PMDB depois PPS). O idoso reservista – tadinho – foi punido porque foi condenado por se apropriar de forma criminosa de bens públicos da Brigada Militar estadual. Mais: o idoso reservista, condenado por gatunagem, é ex-agente dos órgãos de repressão durante a ditadura civil-militar de 1964-85. Foi esse cidadão, altamente qualificado, probo, e acima de qualquer suspeita que a Folha veio entrevistar para conhecer o perfil da cidadã Dilma Vana Rousseff.

E o que disse o probo ex-espião da famigerada comunidade de informações da ditadura sobre Dilma?

“Ela não é tão boazinha assim”, afirma o ex-larápio. “Nasceu para mandar. Não para ser mandada. Lula vai se enganar com ela” – garante o ex-alcaguete.

Não é uma epifania?

Graças à Folha, nós alcançamos o significado essencial do que é vilania.

Um jornal entrevista um tipo desses, cuja desqualificação não pode ser mais degradada, para traçar um perfil da candidata Dilma Rousseff. E do alto da sua baixeza, o sujeito profetiza, com um travo abjeto de defesa do interesse de Lula:

Lula vai se enganar com ela! – ainda tem o topete de advertir o presidente Lula.


PS: Não é de estranhar que a Folha ainda tenha o endereço destes tipos repelentes da comunidade de informações da ditadura. Afinal, não foi o grupo Folha que emprestava veículos para as diligências do terror de Estado configurado na famigerada Operação Bandeirantes? Saber o endereço de uma ratazana velha, hoje, é café pequeno.

Fonte: Diário Gauche

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