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Navio com ajuda humanitária segue direto para Faixa de Gaza

por Thaís Romanelli

O navio da Moldávia fretado pela Fundação Internacional Kadafi de Caridade e Desenvolvimento para levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza não vai mais para Arish, na Turquia, como havia informado diplomatas em Atenas. De acordo com informações da agência de notícias espanhola Efe, que teve acesso ao porta-voz dos organizadores da missão humanitária neste domingo (11/7), a embarcação Al Amal deve seguir direto para o território palestino.

“O navio zarpou ontem da Grécia e se dirige para Gaza e não para nenhum outro lugar”, declarou à Agência Efe o deputado árabe Ahmad Tibi, membro do Knesset (parlamento).

A mudança de rumo havia sido uma exigência do governo israelense que declarou após o ataque ao comboio turco Flotilha da Liberdade em maio, que deixou nove ativistas mortos, que usará “todos os meios necessários” para parar os comboios de ajuda que insistam em adentrar a faixa e disse que situações de “violência” podem vir a acontecer.

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Na noite de sábado (10/7), o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, declarou em comunicado enviado à imprensa que o navio é “uma provocação desnecessária” já que a carga pode chegar à faixa pelo porto israelense de Ashdod ou o egípcio do Arish “após a comprovação de que não há armas”.

Entretanto, os governos da Moldávia e da Líbia, país que sedia a fundação organizadora da missão, voltaram atrás e informaram que o navio deve alcançar as águas territoriais da Faixa de Gaza nos próximos dois dias.

Para Tibi, que respondeu neste domingo às declarações de Barak, “não se trata de uma provocação, mas de uma mensagem de solidariedade ao povo de Gaza”. O deputado garantiu que durante este período o contato será mantido a cada dois ou três horas com o navio para controlar qualquer tipo de ofensiva israelense.

“O objetivo é transmitir uma mensagem humanitária e política: que o bloqueio marítimo e terrestre à Faixa de Gaza não pode continuar”, acrescentou.

A Faixa de Gaza se encontra diante de um bloqueio imposto por Israel desde junho de 2007, quando o movimento islamita Hamas assumiu o controle do território e expulsou os moderados ligados ao presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas.

Recentemente, Israel suspendeu algumas das restrições por causa das pressões internacionais após a morte de nove ativistas turcos na abordagem militar em 31 de maio a uma frota de seis navios que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

Apesar do alívio do bloqueio, persiste o cerco terrestre, marítimo e aéreo à Faixa, que Israel justifica com a necessidade de impedir que armas cheguem às milícias palestinas.

Fonte: Opera Mundi

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