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Serra entende tudo de Reforma Agrária!

Por Juliana Sada

da Rede de Comunicadores pela Refoma Agrária

O Correio Braziliense relata que, no início da noite de ontem, em Uberaba (MG), diante de plateia formada por produtores rurais e lideranças políticas da região do Triângulo Mineiro, organizados na Associação Brasileira de criadores de Gado Zebu, José Serra criticou a aplicação de dinheiro público em instituições e organizações não governamentais (ONGs) da Reforma Agrária.

De acordo com o jornal, Serra foi a principal atração em evento fechado, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. “Sem produzir o país não vai para frente. O problema maior da reforma agrária é fazer com que os acampamentos produzam para diminuir as desigualdades sociais, mas não pode haver dinheiro público em movimentos sociais”.

Será que José Serra não sabe a diferença de acampamentos de trabalhadores sem-terra e assentamentos da Reforma Agrária?

Vamos fazer um pequeno glossário para o candidato à Presidência da República.

Acampamento – É o conjunto de barracos montado pelos trabalhadores sem-terra nas beiras de estradas ou em áreas improdutivas e abandonadas. É formado por famílias de trabalhadores rurais pobres, que vivem como arrendatários, bóias-frias, meeiros e querem ter a própria terra para plantar. Os acampamentos são uma situação limite na qual vivem trabalhadores para pressionar o governo a aplicar a lei, desapropriar latifúndios e destiná-lo para a reforma agraria. É uma forma de luta utilizada ao longo da história da luta pela terra. Na década de 60, por exemplo, as Ligas Camponesas criavam acampamentos para fazer a luta pela Reforma Agrária, influenciadas pela Ação Popular (organização politica de José Serra à época)

Assentamento- é criado depois que o Incra desapropria uma área e divide para as famílias sem-terra, que passa a se chamar de projeto de assentamento. O nome adotado no Brasil teve influência da terminologia da FAO. Também é usado em outras circunstâncias de assentamento de famílias em novas áreas urbanas. Nos assentamentos da reforma agrária, os trabalhadores passam a organizar o território, construir suas moradias e organizar a infraestrutura social. Começam também a produzir. Para isso, precisam de créditos e, como toda a pequena agricultura, têm acesso ao credito do Pronaf para financiar a produção de alimentos. Isso é possível porque a posse é definitiva, diferente dos acampamentos.

Será que ficou claro?

Fonte: Rede de Comunicadores pela Refoma Agrária

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