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Dilma vai mesmo se encontrar com o protagonista do fracasso espanhol?

por Cristóvão Feil



Ontem, Zapatero fez reforma trabalhista na marra, na Espanha

O Conselho de Ministros do governo espanhol aprovou ontem (16) o decreto-lei da reforma trabalhista, pedida por empresários e organismos multilaterais.

Mas a Espanha também foi alvo de uma extensa boataria sobre um possível calote, devido a uma reportagem do jornal de negócios britânico Financial Times sobre os bancos espanhóis e ao anúncio da visita do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, ao país.

O decreto-lei foi a saída encontrada pelo governo depois de não conseguir o apoio dos sindicatos. Estes argumentam que as mudanças prejudicam os direitos dos trabalhadores e convocaram uma greve geral para 29 de setembro em protesto contra a reforma. A nova lei facilita as demissões.

Para demitir trabalhadores por justa causa, basta que as empresas aleguem dificuldades econômicas. Nestes casos, a indenização trabalhista será de apenas 20 dias por ano trabalhado.

Além disso, a indenização para contratos temporários será de 33 dias por cada ano, contra os 45 dias dos contratos habituais. O governo assumirá os custos de oito desses dias.

O texto também prevê o limite de três anos para contratos temporários; acima desse período, o trabalhador terá de ser efetivado. Para os sindicatos, as medidas não vão estimular a criação de empregos.

O decreto-lei entra em vigor hoje (17), apesar de ainda ter de passar pelo Parlamento. A informação é de O Globo, de hoje, com agências internacionais.

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E ainda tem inteligentes no PT que procuram uma agenda para a candidata Dilma Rousseff se encontrar com o primeiro-ministro Zapatero, da Espanha, neste giro que ela ora realiza pela Europa.

A Espanha está quebrada. O neoliberalismo à moda espanhola, tanto da direita de José Maria Aznar, quanto da social-democracia de José Luis Zapatero (foto), fracassou rotundamente.

Sem contar que Zapatero – nunca podemos esquecer – enviou (e mantém) tropas militares espanholas no Afeganistão.

Ou seja, invade o Afeganistão, numa clara política diplomática de submissão à Casa Branca, e agora promove uma reforma trabalhista que arrasa com as relações de trabalho em favor do capital e da contabilidade meramente financeira do país.

Como Dilma pode se encontrar com esses fracassados, modeladores da antítese do cenário que vivemos no Brasil?

Fonte: Diário Gauche

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