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De olho no futuro

Por Marco Aurélio Mello

Na foto, o telecentro de Belterra, no Pará (O município tem 17 mil habitantes e já foi o maior produtor individual de seringa do mundo)

Estamos caminhando bem em direção à inclusão digital. Um em cada três domicílios brasileiros já têm microcomputador e quase oitenta por cento destes já estão conectados à internet. Isso sem contar as “lan houses”, escolas e telecentros espalhados por todo o país. Claro que os números crescem em ritmos diferentes: entre os mais pobres e mais ricos, dos menos escolarizados para o mais escolarizados e das regiões menos desenvolvidas para as mais desenvolvidas. Reflexo de uma sociedade muito desigual, que precisa aumentar as oportunidades na base da pirâmide social. Mais da metade dos usuários já fez compras por meio eletrônico e quase um terço usou serviços de Governo Eletrônico. Mas o dado que surpreende mesmo é que noventa por cento das crianças entre 10 e 15 anos já usaram o computador pelo menos uma vez na vida, em todo o país, o que permite um olhar otimista para o futuro. Outra curiosidade: em apenas um ano, o acesso à internet feito a partir de casa (42%) ultrapassou o acesso a partir de “lan houses” (29%). Esses números estão na última pesquisa do Centro de Estudos sobre Tecnologia da Informação e da Comunicação, ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. ( http://www.cetic.br/ ). O estudo só aumenta o meu entusiasmo com a importância do papel do Estado como indutor da universalização da conexão por banda larga e de políticas de incentivos fiscais para a compra de microcomputadores. Acesso amplo à informação é a única maneira de libertar aqueles que dependem de políticas públicas ou de apadrinhamento político. O que me faz lembrar uma das idéias centrais dos estudos do professor Ladislau Dowbor sobre propriedade intelectual – http://dowbor.org/ :”O acesso livre e praticamente gratuito ao conhecimento e à cultura que as novas tecnologias permitem é uma benção, e não uma ameaça. Constituem um vetor fundamental de redução dos desequilíbrios sociais e da generalização das tecnologias necessárias à proteção ambiental do planeta. Tentar travar o avanço deste processo, restringir o acesso a conhecimento e criminalizar os que dele fazem uso não faz o mínimo sentido. Faz sentido sim estudar novas regras do jogo capazes de assegurar um lugar ao sol aos diversos participantes do processo.”

Fonte: DoLadoDeLá

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